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Como a Inteligência Artificial está mudando o papel do líder de Marketing

  • Foto do escritor: Suzana de Miranda
    Suzana de Miranda
  • 1 de abr. de 2025
  • 5 min de leitura

Acho que todo mundo já percebeu que a Inteligência Artificial (IA) está mexendo com tudo por aí, e o Marketing é um dos que mais sente essa mudança.


Para os líderes de Marketing, não se trata só de usar ferramentas. É uma transformação na maneira de pensar, decidir e liderar.​


Com esse artigo, quis compartilhar minha visão de como a IA está redefinindo o papel do líder de Marketing, quais habilidades são essenciais e como se preparar para esse novo cenário.​ Espero que seja útil para você.


O novo papel do líder de Marketing na era da IA


De estrategista a orquestrador de sistemas inteligentes


Até pouco tempo, líderes de Marketing se destacavam principalmente pela visão estratégica, criatividade e capacidade de tomar decisões com base na experiência e em dados históricos.


Com a IA, essa lógica muda.


O líder agora assume o papel de orquestrador de sistemas inteligentes - conectando dados, automações e equipes multidisciplinares para gerar eficiência e escala.


Decisões cada vez mais guiadas por dados em tempo real


Algoritmos que processam volumes massivos de dados em segundos dão aos líderes uma capacidade inédita de agir com precisão. Mas, para isso, é preciso ir além do básico: passa a ser parte inegociável da rotina de liderança dominar conceitos como modelos de atribuição, métricas preditivas e dashboards dinâmicos.


Habilidades essenciais para líderes de Marketing em tempos de IA


1. Alfabetização (ou o famoso letramento) em dados e Inteligência Artificial


Você não precisa saber programação, mas precisa entender o suficiente para fazer boas perguntas e tomar decisões estratégicas baseadas nos outputs da IA. Isso inclui:


  • Interpretar relatórios e previsões gerados por modelos de machine learning

  • Compreender o funcionamento de agentes de IA aplicados à automação de atividades


2. Liderança de times híbridos: humanos + máquinas


À medida que a IA assume tarefas operacionais, como análise de dados, otimização de campanhas e respostas automatizadas, o líder passa a atuar ainda mais como um designer de contexto e cultura.


Isso significa liderar com ainda mais intencionalidade, focando no que nenhuma máquina consegue fazer: conectar pessoas, dar significado às estratégias e cultivar um ambiente de alta performance com segurança psicológica.


Ao mesmo tempo, é preciso garantir que humanos e máquinas colaborem com fluidez. Não basta adicionar IA ao time, é necessário integrar. Isso exige clareza sobre onde a IA entra no fluxo de trabalho, quais decisões ela pode apoiar, e onde o julgamento humano continua sendo insubstituível.


O novo líder precisa transitar bem entre os dois mundos: entender de gente e de tecnologia. 


E isso não é sobre ser técnico, mas sobre ter visão. Saber que a IA é um copiloto poderoso, mas que a direção continua nas mãos de quem tem repertório, contexto e intuição.


3. Visão cross-channel e capacidade de orquestração


O jogo já não era e, agora, é menos ainda sobre fazer boas campanhas em canais isolados. É sobre entregar experiências conectadas, relevantes e coerentes em todos os pontos de contato.


A jornada de awareness, education e selection não é linear, navega entre Instagram, Google, WhatsApp, e-mail, landing pages e outros canais. Por isso, o papel do líder de Marketing é assumir a orquestra.


Entender como cada canal contribui para o todo, como os dados trafegam entre eles e como manter a mensagem alinhada com a identidade da marca, independentemente do formato ou da plataforma.


A Inteligência Artificial é uma grande aliada nesse processo: ela ajuda a automatizar testes criativos, personalizar mensagens com base em comportamento e até prever o próximo melhor passo da jornada do cliente. Mas isso só funciona se houver direção estratégica.


Ou seja, não é sobre usar IA por usar. É sobre usar com intenção, sabendo onde ela potencializa, onde ela aprende, e onde ainda é preciso o toque humano para garantir relevância e impacto.


O líder precisa pensar como arquiteto de sistemas: desenhar fluxos, alinhar squads e garantir que, por trás de toda automação, exista uma visão clara de experiência, e de marca.


Como líderes estão usando IA no dia a dia


Assistentes de IA para otimização de campanhas


Líderes de Growth e Mídia já utilizam agentes personalizados (como os da Enableurs) para:

  • Analisar diariamente a performance de campanhas

  • Sugerir otimizações com base em benchmarks

  • Emitir alertas automáticos sobre desvios e oportunidades


IA para análise de sentimento e escuta ativa de clientes


CMOs têm aplicado IA para mapear sentimentos e dores reais a partir de:

  • Avaliações de produtos e serviços

  • Comentários em redes sociais

  • Feedbacks de NPS, CSAT e formulários abertos


Como se preparar para liderar com IA em 2025


Recomendações práticas para líderes que querem sair na frente:


  1. Invista em formações voltadas para IA aplicada ao Marketing

Escolha programas que conectem teoria à prática. Não basta entender os fundamentos da IA, é preciso ver como ela se aplica em contextos reais, como geração de conteúdo, otimização de campanhas, análise de dados e personalização de jornada. O conhecimento técnico pode vir depois. Primeiro, entenda o potencial estratégico da Inteligência Artificial.


  1. Estimule uma cultura de experimentação e aprendizado contínuo


IA aprende com dados, e sua equipe também. Incentive uma cultura onde testar é parte do processo e errar é visto como oportunidade de aprendizado. Documente os testes, compartilhe aprendizados e celebre as hipóteses que deram certo (e as que deram errado também, desde que com inteligência). Neste outro artigo, eu mostro as boas práticas de implementação dessa metodologia.


  1. Desenvolva playbooks e processos que integrem IA no dia a dia do time


Mais do que projetos pontuais, a IA precisa estar presente nos rituais, nas análises e na rotina do time. Crie playbooks claros sobre como usar ferramentas, quando acionar agentes, quais métricas acompanhar, e como interpretar os outputs da IA. Isso dá segurança e escala para a adoção.


Se quiser ver um exemplo, confira esse artigo onde mostro como mapear processos, desenhar o playbook e automatizar campanhas de tráfego pago com IA.


  1. Incentive o uso da IA como co-piloto, e não como substituto


A IA não vai pensar por você. Mas ela pode economizar horas do seu time, antecipar tendências e apontar caminhos. O líder que entende isso usa a IA como extensão do seu raciocínio para ampliar o que já faz bem, e não para delegar sem critério.


Liderar com inteligência, e não só com dados


A presença da Inteligência Artificial nas operações de marketing não reduz o papel do líder: ela expande.


O dado por si só não tem valor. É a interpretação estratégica, o olhar humano e o contexto de negócio que transformam dados em decisões relevantes. E é exatamente aí que o líder de Marketing se torna insubstituível: na capacidade de transformar informação em direção.


A IA é um motor. Mas é o líder que escolhe o destino.


Com o apoio da tecnologia, líderes de Marketing deixam de operar apenas campanhas para se tornarem construtores de ecossistemas (estruturas inteligentes, adaptáveis, orientadas por dados, e guiadas por uma visão clara de marca, de cultura e de crescimento).


Liderar com IA é entender que inteligência não está só nos algoritmos, mas em como usamos o que eles nos entregam.


É sobre saber usar o que a máquina tem de melhor - velocidade, precisão, escala - sem abrir mão do que só os humanos têm: visão sistêmica, empatia, ética e intenção.


Esse é o novo jogo. E ele exige líderes preparados para pensar, sentir e decidir em um novo nível.


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