Mídia paga: como automatizar e escalar com Inteligência Artificial
- Suzana de Miranda

- 21 de jan. de 2025
- 5 min de leitura
Impulsionar resultados com automação inteligente é muito mais factível do que muitas pessoas pensam. Meu objetivo com esse conteúdo é te ajudar a achar o melhor caminho para ganhar assertividade e escala nas suas campanhas.
Diagnóstico: identificando gargalos no fluxo de mídia paga
Um dos grandes erros do ser humano é querer dar um passo maior que a perna. Antes de querer começar a colocar tecnologia em tudo, entenda onde você tá sendo ineficiente.
Alguns sinais de ineficiência:
Tempo gasto em tarefas manuais: atualização de planilhas, geração de relatórios e monitoramento de campanhas consomem horas valiosas. No meu post do LinkedIn eu falo justamente sobre isso e menciono alguns cenários que já vi.
Dificuldade em consolidar dados: a falta de uma visão unificada impede análises precisas. Muitas plataformas, muitas campanhas, muitos anúncios - e, geralmente, poucas pessoas para executar e analisar.
Reatividade em vez de proatividade: ajustes nas campanhas são feitos com base em "lagging indicators", não "leading indicators". Ou seja: gestores olhando apenas para métricas que refletem resultados passados, como taxa de conversão, custo por aquisição (CPA) e retorno sobre investimento (ROI). Embora essenciais para avaliar o desempenho histórico, eles não fornecem insights sobre tendências, como as métricas taxa de cliques (CTR), engajamento com anúncios e qualidade do tráfego fornecem.
Avaliação de processos
Quando iniciei o projeto de automação de mídia paga e implementação estratégica de AI, o primeiro passo foi mapear absolutamente tudo o que estava sendo feito, e depois desenhar qual seria o cenário ideal de cada um dos processos.
Para isso, rodei uma dinâmica com cada pessoa da equipe com a seguinte abordagem:
"Vamos lá. Me conte, em detalhes, o que faz assim que liga o computador pela manhã. Não pule nenhuma etapa, não esconda nenhum detalhe. Me fale as coisas mais óbvias, as menos óbvias, as que você tem orgulho e as que você tem vergonha. O objetivo desse mapeamento não é te julgar; é apenas entender como podemos melhorar."
Atenção: dependendo do nível de senioridade, as pessoas entram em mais ou menos detalhes. Mas é essencial que você nivele isso e sempre direcione o entrevistado a não pular etapas.
A primeira versão é algo pouco estruturado, pra não engessar. Você precisa mapear:
Qual é o gatilho inicial ("quando eu crio campanha com base em insights", "quando alguém abre briefings para mim e eu tenho que buscar contexto" - tudo isso é relevante);
Qual é o verbo exato da ação (criar, revisar, configurar, publicar, acessar etc);
Quem executa essa ação (a pessoa em questão, outro colaborador, alguma ferramenta/plataforma);
Nível de automação: se a atividade é feita manualmente, se já é automatizada ou se é híbrida (uma mistura de tecnologia com necessidade de toque humano);
Quanto tempo aquela tarefa demanda.
Abaixo um exemplo da estrutura inicial que segui:

Depois de ter esse contexto bem detalhado, fui para mercado fazer benchmark. Falei com líderes e gestores de tráfego de empresas de diversos tamanhos e seguimentos para entender como eles fazem. Analisei cases de sucesso e cases de fracasso.
Resultado:

Com essa visão, eu consegui entender:
Onde estávamos acertando ou falhando;
O que demandava mais tempo e energia do time;
Quais insumos não estavam completos ou assertivos;
Onde tinha potencial de automação,
E quais métricas estavam sendo analisadas (ou não).
"Tá, mas por onde eu começo?"
Depois desse cenário completo, não se assuste se você olhar para o quadro e se sentir meio perdido de por onde começar.
Dica: priorize tarefas que proporcionam maior impacto com menor esforço de implementação - seguindo a matriz abaixo.

Se você não tem clareza no nível de impacto ou esforço de cada tarefa pra classificar nessa matriz, revisite a lista de tarefas mapeadas e atribua uma pontuação de 1 a 5 para esforço e impacto, sendo 1 baixo e 5 alto.
Erros comuns na automação de mídia paga (e como evitá-los)
Agora vou te ajudar a antecipar alguns possíveis erros comuns na automação de mídia paga. Já salva aí pra evitar:
1. Automatizar sem uma estratégia clara
Mergulhar na automação sem ter objetivos bem definidos é como navegar sem bússola. Antes de tudo, alinhe suas automações às metas do negócio. Isso garante que cada ação automatizada esteja direcionada para resultados que realmente importam. Lembra do 'impacto' na matriz? Não está lá à toa!
2. Falta de monitoramento após a automação
Deixar a inteligência artificial operando sozinha pode parecer tentador, mas sem supervisão, você corre um gigantesco risco de desperdiçar dinheiro. Revise as regras estabelecidas e analise os resultados recorrentemente para garantir que tudo esteja funcionando conforme o planejado.
3. Ignorar os insights gerados pela IA
Muitos gestores de tráfego recebem uma enxurrada de dados valiosos da IA, mas não usam pra aprimorar a estratégia. Estabeleça um processo para revisar esses insights semanalmente e ajustar suas campanhas com base neles.
Melhores práticas para uma automação eficiente em tráfego pago
Vamos deixar a automação do tráfego pago mais tranquila e eficiente? Hora de mais dicas:
1. Teste em pequena escala
Antes de sair automatizando tudo, faça pequenos testes. Isso ajuda a entender o que funciona melhor sem comprometer todo o seu orçamento. Comece com uma campanha menor, avalie os resultados e, se tudo correr bem, expanda.
2. Mantenha a supervisão humana
A tecnologia é incrível, mas o toque humano faz toda a diferença. Mesmo com processos automatizados, é importante acompanhar de perto. Esteja atento para fazer ajustes estratégicos quando necessário e garantir que tudo esteja alinhado com seus objetivos.
Lembre-se, a automação é uma grande aliada, mas precisa ser usada com cuidado e atenção para realmente transformar seus resultados.
Próximos passos
A automação de mídia paga é mais do que uma tendência; é uma necessidade para quem deseja escalar campanhas de forma eficiente e estratégica.
Com as ferramentas certas e um fluxo bem estruturado, você tem tudo para:
Economizar tempo em tarefas operacionais;
Melhorar a assertividade das campanhas;
Reduzir custos e aumentar o retorno sobre o investimento.
Foi assim que, no meu case de sucesso, consegui:
Aumentar significativamente a quantidade de testes;
Mais que dobrar as taxas de conversão;
Aumentar a assertividade, reduzindo, assim, o ciclo de vendas;
Reduzir o custo das campanhas.
Agora que você está por dentro de como automatizar e escalar suas campanhas de mídia paga com inteligência artificial, que tal colocar essas estratégias em prática?
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